AGIR – Programa de Acções para uma Governação Inclusiva e Responsável

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Debate sobre abordagem da média em relação ao Sector Informal no contexto de equidade de género

debate sobre abordagem da média em relação ao Sector Informal no contexto de equidade de género

O debate decorreu hoje, dia 17 de Agosto, tendo como foco o papel do Jornalismo Económico na valorização do Sector Informal. O evento serviu para criar um espaço de partilha das experiências da Rádio Moçambique (RM) e do Grupo SOICO na cobertura dos desafios que o Sector Informal enfrenta e as oportunidades que a mídia tem para contribuir na disseminação de informação, sobre o acesso ao crédito bancário, bem como dar espaço e voz aos diferentes e ricos exemplos de mulheres e homens que têm neste sector a sua fonte primária de rendimentos. Assim, a RM foi representada pelo jornalista Saimon Kabwe e o Grupo SOICO pelo jornalista Boaventura Mucipo.

Com o tema central “Jornalismo Económico em Moçambique – Cobertura dos Media sobre o Sector Informal no Contexto de Equidade de Género: Desafios e Oportunidades”, debateu-se, entre outros aspectos, sobre a necessidade de não se marginalizar o Sector Informal e o papel do Jornalismo Económico na inclusão de temáticas e fontes que estão directamente ligadas ao Sector informal. Sendo a mulher a que mais tem recorrido ao Sector Informal, concluiu-se que há necessidade de incentivar as redacções de jornalismo a promoverem abordagens mais inclusivas sobre o valor e o papel que este sector tem na vida destas mulheres.

Uma vez que o Sector Informal é parte das dinâmicas de desenvolvimento económico do país, surgiram iniciativas como a Caixa Poupança Mulher e Associação da Economia Informal de Moçambique (AEIMO), associações que também estiveram representadas no debate, pela Sra. Natividade Bule e pelo Sr. Ramos Marrengula, respectivamente. Estas associações vêm ajudar a credibilizar e a melhorar as condições de trabalho neste sector que, até hoje, tem sido uma grande fonte de renda para milhares de famílias moçambicanas e tem contribuído grandemente para a economia nacional.

A ONU Mulheres, representada pelo Sr. Boaventura Veja, também participou do debate, onde partilhou a sua percepção sobre a forma como a mídia tem abordado questões ligadas ao Sector Informal e Igualdade de Género. Boaventura Veja falou da necessidade de os media prestarem atenção a abordagem que promovem sobre os desafios que as mulheres enfretam neste sector. Segundo este orador, a mídia tende, por exemplo, a construir uma imagem de sofrimento e dificuldades que as mulheres enfrentam, excluindo histórias de sucesso e os ganhos que as mulheres têm tido através do Sector Informal.

Este fórum também contribuiu para renovar a necessidade de se investir na especialização dos jornalistas, bem como reflectir sobre a relevância das instituições vocacionadas ao ensino de jornalismo incluirem nos seus currículos matérias ligadas à inclusão social, justiça social e equidade de género tendo em conta os desafios que o país enfrenta.

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O AGIR – Acções para Uma Governação Inclusiva e Responsável, é um programa de apoio e capacitação das Organizações da Sociedade Civil (OSC´s) Moçambicanas, cuja primeira fase de implementação decorreu de 2010 a 2014. Desde Janeiro de 2015 até Dezembro de 2020 decorre a segunda fase, com a duração de seis anos, tendo a Embaixada da Suécia como seu principal financiador, com apoio suplementar das Embaixadas da Dinamarca e Países Baixos.

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